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Sicredi sofre peso do agro e vê queda de 3% no resultado, para R$ 6,6 bi

Sicredi registra queda de 3,2% no lucro devido a desafios no agronegócio em 2024. A cooperativa amplia sua carteira de crédito e número de associados, destacando-se no mercado financeiro.

Sicredi encerra 2024 com resultado líquido de R$ 6,6 bilhões, queda de 3,2% em relação a 2023. A redução é atribuída ao aumento do risco na carteira de crédito agrícola devido a fatores climáticos e queda nos preços das commodities.

Segundo Alexandre Barbosa, diretor do Sicredi, “o efeito de queda dos preços das commodities, como soja e milho, impactou nossos associados”. As enchentes no Rio Grande do Sul também prejudicaram a qualidade da carteira.

A inadimplência no setor aumentou de 0,71% para 1,36% em 2024, com atrasos acima de 90 dias em 2,43%. As despesas com provisões chegaram a R$ 8,9 bilhões, alta de 53%.

Barbosa acredita que os problemas do agro são conjunturais e que o Sicredi continuará investindo no setor. A carteira total de crédito cresceu 22,4%, alcançando R$ 257,6 bilhões.

A cooperativa apresentou crescimento de 21,2% no agro, totalizando R$ 101,1 bilhões, e encontra-se atrás apenas do Banco do Brasil. O volume de ativos do Sicredi saltou 22,3% para R$ 396,8 bilhões.

Os depósitos chegaram a R$ 286,6 bilhões, com crescimento de 21,3%. Este ano, o Sicredi destinará R$ 2,7 bilhões aos associados, conforme a receita gerada.

Ao final de 2024, o Sicredi contava com 8,5 milhões de associados, um aumento de 1,2 milhão em relação a 2023. A cooperativa também abriu 218 agências, totalizando 2.800 pontos de atendimento físico.

Esta notícia foi publicada no Broadcast+ em 31/03/2025, às 13:59.

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