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Sinais de desaceleração do crédito tornaram-se mais evidentes, diz BC

Desaceleração do crédito é observada em todos os segmentos, com exceção do crédito não consignado para pessoas físicas e da liberação para médias empresas. Apesar dos desafios, o Sistema Financeiro Nacional mantém níveis adequados de provisão e capitalização.

Sinais de desaceleração do crédito são mais evidentes no Sistema Financeiro Nacional (SFN), mas o crescimento ainda é elevado, segundo a ata do Comitê de Estabilidade Financeira (Comef) do Banco Central.

A desaceleração esperada está alinhada a condições financeiras restritivas e à moderada atividade econômica.

No crédito às pessoas físicas, houve desaceleração em quase todas as modalidades, exceto no crédito não consignado. Para as pessoas jurídicas, o crescimento desacelerou entre as empresas, exceto as médias.

No mercado de capitais, as emissões de títulos privados desaceleraram, mas o crescimento continua forte. Os fundos de crédito privado mantiveram captação líquida positiva.

A combinação de maior demanda por títulos de crédito privado e a redução na oferta contribui para spreads reduzidos.

O Comef indica que o risco de liquidez nos fundos permanece baixo, diferenciando o risco entre emissores.

A ata destaca que as provisões no SFN estão compatíveis com as estimativas de perdas. Houve um menor volume de baixas para prejuízo, resultando em inadimplência mais alta do que o previsto.

Com a entrada em vigor da Resolução CMN nº 4.966, as mensurações de inadimplência foram impactadas, embora o Comef ainda veja ativos problemáticos em aumento.

De maneira geral, o SFN mostra níveis de capitalização e liquidez superiores aos requerimentos prudenciais. O sistema está preparado para absorver perdas em cenários estressados.

Por fim, a rentabilidade do SFN avança, mas apresenta sinais de arrefecimento, principalmente pela menor contribuição dos resultados de crédito e receitas de serviço.

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