Sinalização de aumento menor da Selic foi escolha para 'suavizar saída' do ciclo de alta de juros, diz diretor do BC
Banco Central descarta ajustes na política monetária devido às flutuações do dólar e destaca a importância de uma saída suave do ciclo de alta da Selic. David também comenta sobre a análise da liquidez e do impacto do novo consignado no cenário de crédito.
Declarações do diretor de Política Monetária do Banco Central, Nilton David:
David afirmou que não é razoável alterar a política monetária devido à variação do dólar, que, segundo ele, pode ser influenciada por ruídos.
O forward guidance indica que a próxima alta na Selic será menor, visando uma "suavização" na saída do ciclo para minimizar a volatilidade do mercado.
Dentre os pontos destacados:
- O BC pretende evitar inquietudes no mercado e comunicou uma saída suave do ciclo anterior.
- David ressaltou que o estresse no câmbio no final do ano passado foi semelhante a movimentos externos, mas mais agudo no Brasil.
- O diretor enalteceu que as reservas internacionais estão em níveis confortáveis.
Política de Intervenção no Câmbio:
David afirmou que “um dia sem intervenção é um dia bom”, e a atuação do BC ocorre em situações de disfuncionalidade no mercado.
As reservas internacionais são majoritariamente em dólar e o BC evita a inclusão de criptoativos, focando na evolução do mercado internacional.
Novo Consignado:
O impacto do novo consignado privado ainda está sendo estudado pelo BC, sem conclusões definitivas.
Cenário Internacional:
Sobre as incertezas internacionais, a retórica de tarifação do presidente Donald Trump resultou em queda de renda disponível e produtividade. O dólar se apresenta apreciado frente a outras moedas.
A próxima definição sobre tarifas será anunciada em 2 de abril.