Sindicato dos metalúrgicos entra em ação contra Embraer após empresa definir volta do presencial sem negociações
Sindicato contesta decisão da Embraer sobre retorno ao trabalho presencial, buscando negociação para alternativas de regime híbrido. Medidas propostas visam atender funcionários que se mudaram ou possuem limitações, mas empresa defende comunicação e agilidade como razões para a mudança.
Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos ajuizou uma ação coletiva contra a Embraer
A empresa decidiu retomar o trabalho presencial por três dias da semana, após um período de trabalho remoto durante a pandemia.
Em março, a Embraer anunciou a mudança para o modelo híbrido, a ser implementado a partir de agosto, mas enfrentou críticas e protestos do sindicato. A incorporação foi adiada para janeiro de 2026 nas unidades do Brasil.
O diferencial prometido pela Embraer considera o crescimento da companhia e a adequação da infraestrutura.
Negociações frustradas: O sindicato tentou dialogar com a empresa, sem sucesso, segundo Herbert Claros, diretor do sindicato. A proposta dos trabalhadores inclui:
- Modelo 100% remoto para colaboradores que moram longe ou têm problemas de saúde.
- Sistema híbrido com dois dias presenciais e três de home office para os demais.
A Embraer argumenta que o trabalho presencial melhora a comunicação e agilidade nas decisões.
Outro ponto de negociação é o vale-compras de 900 reais, essencial para alimentação e despesas com home office, que poderá ser perdido com as mudanças.
O sindicato também deseja incluir cláusulas sobre home office nas reuniões de data-base e aguarda a audiência inicial do processo.
Funcionários relatam que o home office melhorou sua qualidade de vida e questionam o motivo da mudança, considerando os lucros da Embraer. "Por que mudar?", indagam.