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Sintomas do paciente Brasil na política fiscal são 'muito preocupantes', diz Armínio Fraga

Armínio Fraga alerta para a gravidade da política fiscal e a necessidade de apoio ao Banco Central. O ex-presidente enfatiza que medidas atuais não garantem a sustentabilidade da dívida pública.

Ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga afirmou que os sintomas da política fiscal brasileira são graves. Durante evento de 60 anos da autoridade monetária em Brasília, ressaltou que o BC precisa de apoio fiscal para funcionar.

Fraga criticou a emissão de títulos do Tesouro Nacional de 30 anos que remuneram a inflação mais 7%, considerando essa política prejudicial à sustentabilidade da dívida pública.

Ele destacou: "Não dá para o Banco Central funcionar se não tiver um apoio fiscal." Para ele, essa prática não é viável e prejudica a função do BC.

Fraga, que foi presidente entre 1999 e 2022, defendeu a importância da política fiscal e reiterou que “milagre a gente não faz”.

O evento contou com a presença de ministros do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, como Fernando Haddad (Fazenda) e Simone Tebet (Orçamento e Planejamento).

Antes de Fraga, Tebet fez um apelo para que o Banco Central reduza a taxa Selic, atualmente em 14,25%. Ela acredita que, se tudo correr bem, pode haver uma diminuição dos preços, especialmente dos alimentos, permitindo a redução da taxa no segundo semestre.

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