Somente regiões metropolitanas de Goiânia, Vitória e Recife têm transporte público integrado
Estudo revela que apenas três regiões metropolitanas no Brasil têm transporte público integrado, enquanto a maioria enfrenta desafios significativos. O BNDES mapeou investimentos de R$ 670 bilhões em projetos de mobilidade urbana, destacando a necessidade urgente de melhorias.
Transporte público integrado apenas em Goiânia, Vitória e Recife.
Nessas regiões, estado e municípios se associam para um sistema de transporte integrado, resultando em tarifa única em Goiânia e Vitória.
Os dados são do Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), realizado pelo BNDES e o Ministério das Cidades.
Até agora, 403 projetos foram identificados, com investimentos estimados em R$ 670 bilhões.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta um déficit de pelo menos R$ 300 bilhões no setor de mobilidade.
As regiões metropolitanas alvo são:
- Belém
- Belo Horizonte
- Campinas
- Curitiba
- Distrito Federal
- Floripa
- Fortaleza
- Goiânia
- João Pessoa
- Maceió
- Manaus
- Natal
- Porto Alegre
- Recife
- Rio de Janeiro
- Salvador
- Santos
- São Luís
- São Paulo
- Teresina
- Vitória
Apenas 13 das 21 regiões não possuem gestão coordenada do transporte público. Outras 5 têm experiências efetivas de gestão.
Em Recife e Vitória, há gestão associada, mas sem a governança metropolitana adequada.
Desafios: A criação de sistemas integrados enfrenta barreiras significativas.
O BNDES busca soluções em experiências internacionais, como a da região metropolitana de Lisboa, que implementou mudanças estruturais no transporte.
A pressão das tarifas sobre a renda das famílias é alta, com comprometimento acima de 8% na maioria das regiões.
Dos R$ 670 bilhões em investimentos:
- R$ 400 bilhões: 788 km de metrô
- R$ 148 bilhões: 725 km de trem
- R$ 58 bilhões: 1.171 km de VLT
- R$ 43 bilhões: 2.132 km de BRT
A conclusão das análises para as 21 regiões está prevista para dezembro, com resultados parciais divulgados antes.