'Sou uma 'Zé ninguém' e usaram minha imagem em vídeo falso com IA para vender chá milagroso'
Tânia Carvalho é vítima de deepfake que a usa para promover um "chá milagroso" contra lipedema. Apesar das denúncias, o vídeo falso continua disponível no Instagram, levantando preocupações sobre o uso da imagem de pessoas sem consentimento.
Vídeo deepfake de Tânia Carvalho promove tratamento fraudulento para lipedema
Um vídeo que usa a imagem de Tânia Carvalho de forma não autorizada promove um "chá milagroso" para tratar lipedema, contradizendo suas reais posições sobre a doença.
Tânia, diagnosticada com lipedema, é uma das cerca de 10% das mulheres afetadas globalmente por essa condição, que provoca acúmulo de gordura e Dor. No vídeo falso, a imagem dela afirma ter conseguido uma transformação em sete dias. Não há comprovação científica sobre a eficácia do "chá".
A verdadeira Tânia defende um tratamento multidisciplinar, incluindo exercícios e intervenções cirúrgicas, e já havia compartilhado sua rotina em busca de apoio e informações sobre a doença.
A produção do vídeo deepfake foi realizada com tecnologia de inteligência artificial, confundindo até mesmo seus seguidores que desconheciam sua voz e fala autênticas.
Apesar das denúncias realizadas ao Instagram, o vídeo ainda estava disponível até a publicação da reportagem. A Meta apenas se manifestou afirmando que vídeos fraudulentos não são permitidos na plataforma.
Tânia expressa preocupação com o uso indevido de sua imagem e a possibilidade de outras pessoas serem vítimas, destacando as limitações da legislação atual. Casos de deepfake estão se tornando comuns entre figuras públicas.
A advogada Andressa Bizutti observa que a tecnologia abre espaço para manipulações sociais, alertando para a necessidade de sermos críticos em relação ao que consumimos visualmente.
Por fim, a legislação brasileira protege os direitos de imagem, prevendo penalidades para o uso inadequado. A conscientização sobre a origem e veracidade dos vídeos é essencial.