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Stablecoins ganham espaço como opção para transferências

Stablecoins ganham força no mercado de criptomoedas, superando o volume de negociação do bitcoin no Brasil. Reguladores e especialistas avaliam os riscos e a necessidade de uma regulamentação mais robusta para garantir a segurança desse novo ativo digital.

Bitcoin enfrenta concorrência de stablecoins no Brasil

As stablecoins estão ganhando espaço no mercado de criptomoedas, representando a maior parte das negociações no Brasil. A tether (USDT), atrelada ao dólar, superou o bitcoin (BTC) em volume negociado: R$ 52,58 bilhões contra R$ 24,82 bilhões nos primeiros sete meses de 2024, segundo a plataforma Biscoint.

Cerca de 80% do volume das principais criptomoedas comercializadas este ano foi de stablecoins. Esse crescimento é impulsionado pela sua versatilidade como meio de pagamento e proteção cambial, segundo Bernardo Srur, CEO da ABcripto.

Com o uso crescente, as autoridades estão preocupadas com a alternativa que as stablecoins representam para o mercado de câmbio, levanta discussão sobre a regulação. O Banco Central já iniciou consultas públicas para definir regras sobre ativos virtuais.

Uma proposta do setor é a proibição da autocustódia, que obrigaria transações a serem feitas pelas exchanges. Srur critica essa ideia, afirmando que isso poderia afastar investidores brasileiras.

Nos EUA, o Genius Act regulamenta o uso de stablecoins, com previsão de mercado atingindo US$ 2 trilhões. Apesar do otimismo, preocupações de risco sistêmico permanecem, como destacou o prêmio Nobel Simon Johnson.

Especialistas alertam também para a necessidade de controles eficazes, enquanto as autoridades internacionais observam a tentativa dos EUA de manter a dominação do dólar. Atualmente, 98% das dez maiores stablecoins são lastreadas em dólar. Contudo, a Europa e a China estão acelerando a adoção de suas próprias moedas digitais.

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