STF marca interrogatório de deputados do PL por desvio de emendas
Três deputados do PL são acusados de desviar emendas parlamentares e pressionar o prefeito de São José do Ribamar para receber propina. O interrogatório no STF ocorrerá em agosto de 2025, após indícios de organização criminosa e corrupção passiva.
Ministro Cristiano Zanin, do STF, agendou para quinta-feira, 28 de agosto de 2025, às 9h (horário de Brasília), o interrogatório dos deputados Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA) e Bosco Costa (PL-SE).
Os três são réus por desvio de emendas parlamentares, respondendo pelos crimes de organização criminosa e corrupção passiva. A denúncia da PGR surgiu a partir de relatório da PF, que afirma que os deputados pressionaram a prefeitura de São José do Ribamar (MA) para destinar verba a eles.
O inquérito começou em novembro de 2020 após uma denúncia do então prefeito, José Eudes Sampaio Nunes. O pedido incluía a investigação de crimes como associação criminosa, extorsão e tráfego de influência.
Indícios de envolvimento de congressistas elevaram o caso ao STF em março de 2021. Segundo a PF e a PGR, os deputados solicitaram uma propina de R$ 1,6 milhão, correspondente a 25% do total de R$ 6,671 milhões destinados ao município.
O deputado Josimar Maranhãozinho foi identificado como o responsável por coordenar o encaminhamento dos recursos públicos, em diálogo com Bosco Costa e Pastor Gil. Todos os políticos negam as acusações.