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Streamer francês morre durante live e reacende debate sobre redes

Caso de streamer morto durante live gera indignação e reforça a discussão sobre a necessidade de maior regulamentação nas redes sociais. Autoridades francesas prometem investigar as circunstâncias da morte e o conteúdo violento promovido por streamers.

A morte de um streamer francês durante uma live reacendeu o debate sobre o controle das redes sociais na França.

Raphaël Graven, conhecido como Jean Pormanove ou "JP", foi encontrado morto sob um edredom em circunstâncias suspeitas. A polícia de Nice investiga possíveis maus-tratos.

JP tinha mais de 500 mil seguidores em plataformas como TikTok, Twitch e Kick, onde fazia lives de conteúdo perturbador, incluindo "desafios extremos" e sessões de tortura física e psicológica.

Na madrugada de segunda-feira (18), durante uma live que já durava 298 horas, ele foi visto inerte com o rosto ferido, enquanto outros streamers tentavam acordá-lo de maneiras inusitadas. A transmissão foi interrompida logo depois.

A ministra de Assuntos Digitais, Clara Chappaz, classificou o caso de "horror absoluto" e informou que irá denunciá-lo à Arcom e ao Pharos, plataformas de fiscalização e denúncias de crimes na web.

Dois colegas de live de JP, conhecidos como Narutovie e Safine, foram brevemente detidos por agredi-lo, como mostrado em vídeos disponíveis nas redes. Outro gamer, Coudoux, também é alvo de agressões no grupo.

As violências sofridas por JP já haviam sido denunciadas por Mediapart, mas sem repercussão significativa. JP e seus colegas exibiam os frutos da fama na web, incluindo viagens e presentes de celebridades.

A plataforma Kick, onde JP tinha quase 200 mil assinantes, é acusada de má moderação dos conteúdos. Os usuários pagavam para assistir e ofender o streamer. Kick pertence ao grupo que opera o casino online Stake, patrocinador da equipe Kick Sauber na Fórmula 1.

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