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Subsídios tiram R$ 678 bilhões da receita da União, diz Tebet

Ministra destaca a importância da revisão de subsídios para garantir responsabilidade fiscal. As mudanças visam um processo gradual que diferencie incentivos relevantes de lobbies privados.

Ministra Simone Tebet propõe revisão de subsídios para garantir equilíbrio fiscal. A declaração foi feita em 19 de agosto de 2025, antes de audiência pública no Senado.

Atualmente, o Brasil possui R$ 678 bilhões em subsídios, sendo R$ 563 bilhões em gastos tributários. Tebet destacou a necessidade de enfrentar o tema, considerado um “tabu”.

“Rever gastos é cuidar do dinheiro do povo. É responsabilidade fiscal”, afirmou a ministra, defendendo processo gradual.

Ela sugeriu um corte inicial de 10% nos incentivos fiscais, mas considerou isso “insuficiente”.

A revisão deve focar em subsídios infraconstitucionais, enquanto os garantidos pela Constituição ficaram de fora a pedido da Câmara.

Tebet fez uma distinção entre subsídios horizontais (que beneficiam lobbies) e verticais (como o Super Simples), que precisam ser preservados, mas revisados.

O processo de redução de incentivos será um “dever de casa compartilhado” entre Executivo e Congresso, com implementação robusta a partir de 2026.

Além disso, a ministra ressaltou a disposição do governo em cooperar com o Congresso Nacional e citou o projeto de redução linear de incentivos, aprovado no Senado, como um exemplo de agenda em avanço.

“O tempo urge. O governo pode atuar sem ser o autor das propostas, desde que haja compromisso com o país”, finalizou Tebet.

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