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Superávit deve atingir US$ 75,5 bi, apesar de incertezas

Projeções de economistas indicam um superávit na balança comercial brasileira de até US$ 75 bilhões para 2025, mas incertezas internacionais podem impactar esse resultado. O desempenho das importações e preços das commodities também são fatores que influenciam estas expectativas.

Superávit na balança comercial brasileiro em 2025 deve ser robusto, segundo economistas, mas com incertezas. O cenário inclui preocupações sobre a política comercial dos EUA sob Donald Trump e o conflito com a China, principal parceiro comercial do Brasil.

A projeção de superávit para 2025 é de US$ 75,49 bilhões, com base em estimativas do Valor Data, enquanto o boletim Focus do Banco Central indicou US$ 75,4 bilhões. Em 2024, o superávit foi de US$ 74,2 bilhões.

José Augusto de Castro, da AEB, ajusta sua projeção para US$ 60 bilhões em 2025, mencionando a força das importações e preços desfavoráveis para commodities brasileiras. A AEB não divulgou nova projeção, mas adverte sobre riscos do cenário.

Até março, o superávit acumulado foi de US$ 7,8 bilhões, com importações crescendo 14,8% e exportações caindo 1,4%. As alíquotas de importação para alimentos foram reduzidas, mas isso não impactará a balança significativamente.

Por outro lado, André Valério, do Inter, mantém expectativa de US$ 75 bilhões de superávit, apoiado na safra de grãos e produção de petróleo robusta, apesar das oscilações de preço. Valério menciona que produtos essenciais como petróleo e alimentos têm demanda positiva em relação à China.

Welber Barral, ex-secretário de comércio exterior, acredita que medidas da China para estimular sua economia podem ajudar os preços do minério de ferro. Ele prevê superávit entre US$ 70 bilhões e US$ 80 bilhões e destaca a importância das importações desacelerarem com um PIB em crescimento menor.

A expectativa é de que desaceleração nas importações ocorrerá devido a condições financeiras menos favoráveis e juros elevados, contribuindo para o saldo da balança comercial. O cenário para 2025 é complexo, mas um superávit forte ainda é esperado.

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