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Superintendência do Cade abre processo para investigar prática anticompetitiva da B3

Cade investiga a B3 por práticas anticoncorrenciais que dificultam a entrada da Central de Serviços de Registro e Depósito no mercado. A companhia terá 30 dias para apresentar sua defesa e justificar as provas que pretende produzir.

Investigações do Cade sobre a B3

No dia 25 de setembro, o Cade instaurou um processo administrativo contra a B3 (B3SA3) por ações anticoncorrenciais que limitam a concorrência da CSD BR.

A análise inicial revelou que as práticas da B3 criam barreiras artificiais, prejudicando a entrada e a expansão de novos concorrentes no mercado de infraestrutura financeira.

A Superintendência-Geral apontou que a falta de interoperabilidade entre sistemas prejudica significativamente a atuação da CSD BR, que busca se estabelecer no mercado de depósito.

As condutas da B3 incluem:

  • Venda casada e descontos condicionados (mixed bundling).
  • Adoção de cláusulas de exclusividade e mecanismos de fidelização.
  • Criação de barreiras artificiais à entrada de concorrentes.

Essas práticas limitam a capacidade de competição entre instituições financeiras e seus clientes.

A B3 terá um prazo de 30 dias para apresentar sua defesa e justificar a produção de provas, incluindo até três testemunhas, que serão analisadas pelo Cade.

CSD BR conta com sócios como Santander Corretora, BTG Pactual e bolsa de Chicago (CBOE). O presidente, Edivar Queiroz, afirmou que a empresa estará pronta para operar na bolsa até 2027. A CSD BR já recebeu autorização do Banco Central para operar um sistema de liquidação até dezembro de 2024.

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