Suspensão de ações sobre pejotização não abrange motoristas de aplicativos, diz Gilmar Mendes
Ministro do STF esclarece que suspensão dos processos sobre pejotização não inclui trabalhadores de aplicativos. Audiência pública sobre o tema está agendada para 6 de outubro.
BRASÍLIA - O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), esclareceu em despacho publicado em 28 de setembro que a supensão nacional dos processos sobre “pejotização” não se aplica a relações de trabalho intermediadas por aplicativos, como motoristas e entregadores.
A controvérsia sobre o vínculo empregatício desses trabalhadores será analisada em outra ação, relatada pelo ministro Edson Fachin.
Gilmar também confirmou a supensão nacional de processos que discutem a validade dos contratos de franquia, que estão sendo analisados em ação sob a relatoria da ministra Cármen Lúcia.
O ministro afirmou: “O prosseguimento de discussões paralelas não inviabiliza a eficácia e o alcance da suspensão nacional, especialmente quando tratam de questões de repercussão geral”.
O Supremo realizará uma audiência pública sobre a pejotização em 6 de outubro. As ações não têm data definida para julgamento, mas todas serão analisadas com repercussão geral, afetando processos semelhantes na Justiça.