Tarcísio exalta atuação “em conjunto” contra megaesquema do PCC
Operação Carbono Oculto visa desmantelar esquema do PCC em combustíveis, com movimentação financeira de R$ 52 bilhões. Governador destaca a importância da colaboração entre as forças de segurança para combater o crime organizado.
Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, exaltou na 5ª feira (28.ago.2025) a operação Carbono Oculto, que investiga um megaesquema do PCC (Primeiro Comando da Capital) no setor de combustíveis.
No vídeo divulgado no X, Tarcísio destacou que a operação representa um “dia histórico no enfrentamento ao crime organizado”, que começou após sua declaração no CEO Conference do Itaú, em maio de 2024.
Ele informou que, na ocasião, afirmou que o PCC controlava 1.100 postos de gasolina, escancarando a infiltração do crime no setor.
A PF (Polícia Federal), em parceria com a Receita Federal, também deflagrou operações simultâneas, incluindo a Carbono Oculto, que mobilizou 1.400 agentes em 8 estados, visando 350 pessoas e empresas ligadas ao esquema criminoso.
O objetivo é desarticular o PCC no setor, com movimentação de R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024.
Tarcísio enfatizou a colaboração com o Gaeco, Ministério Público Federal e outras instituições e declarou: “Se a gente trabalhar em conjunto, nós vamos derrotar o crime organizado”.
As investigações revelaram que o PCC usava fintechs como “banco paralelo” para lavar dinheiro do tráfico. Uma empresa movimentou mais de R$ 46 bilhões no período.
O esquema envolvia a importação irregular de metanol pelo Porto de Paranaguá, utilizado para adulterar combustíveis. Mais de 1.000 postos em 10 estados apresentaram irregularidades, prejudicando consumidores.
Tarcísio anunciou novas medidas, incluindo no Congresso, para fortalecer o combate ao crime. “Estamos entrando no setor de combustíveis”, afirmou.
A Receita Federal estimou uma sonegação de R$ 7,67 bilhões. A Justiça bloqueou R$ 1 bilhão em bens dos envolvidos, incluindo imóveis e veículos.