Tarcísio vê dia histórico e cobra trabalho conjunto contra crime organizado
Operação Carbono Oculto revela a abrangência da infiltração do crime organizado no setor de combustíveis, com ações coordenadas entre o MP-SP e a Polícia Federal. Tarcísio de Freitas destaca a importância de medidas adicionais para fortalecer o combate às facções.
Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) declarou que a quinta-feira (28) é um “dia histórico” no combate ao crime organizado, com avanço nas investigações sobre a infiltração de criminosos no setor de combustíveis.
A Operação Carbono Oculto, realizada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP), ocorreu no mesmo dia em que a Polícia Federal (PF) conduziu as operações Quasar e Tank, ambas focadas na atuação criminosa na cadeia produtiva de combustíveis. Essa coincidência provocou mal-estar no governo federal, que sentiu seu trabalho ofuscado.
Tarcísio, cotado para a Presidência da República, afirmou nas redes sociais que a Carbono Oculto foi “a maior operação de inteligência e combate ao crime organizado no setor de combustíveis da história”. Ele destacou o trabalho do Gaeco, em colaboração com as polícias, expandindo a atuação pelo Brasil e combatendo facções criminosas consideradas “intocáveis”.
O governador reafirmou que “o crime organizado não terá vez” em São Paulo e que se preocupa com a infiltração do PCC em postos de gasolina. Desde essa declaração, um grande trabalho de inteligência foi iniciado por parceiros como o MPF, Receita Federal e PF.
Para Tarcísio, além da Carbono Oculto, outras ações são necessárias. Ele cobrou do Congresso Nacional a aprovação da Lei do Devedor Contumaz, que visa punir empresas com inadimplência reiterada de impostos. “Trabalhando juntos, podemos derrotar o crime organizado e contribuir para a sociedade”, concluiu.