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Tarifa efetiva dos EUA sobre as importações brasileiras é de 30%, estima Itaú

Tarifa efetiva dos EUA sobre importações brasileiras é de 30%, com impacto estimado de 0,1% no PIB. Economistas alertam para possíveis novas sanções e desafios inflacionários nos dois países.

Tarifa efetiva dos EUA sobre importações brasileiras é de 30%, aponta estimativa do banco Itaú divulgada nesta quarta-feira (27).

O cálculo inclui a sobretaxa de 50% e as 694 isenções anunciadas pelo governo Trump, com foco no setor de aeronaves.

A análise do Goldman Sachs também indica uma taxa próxima, de 30,8%. Economistas do Itaú estimam um impacto de 0,1% do PIB.

Mário Mesquita, economista-chefe do Itaú, aponta que o cálculo não considera aumentos de tarifas no futuro.

Integrantes do governo Lula e do STF veem risco de novas sanções econômicas de Trump, principalmente com o julgamento de Bolsonaro que inicia em setembro.

Outra preocupação é a decisão do ministro Flávio Dino sobre a validade de ordens judiciais e executivas estrangeiras no Brasil. Atualmente, os canais de negociação entre os países estão fechados.

Na última terça, Lula criticou o tarifas dos EUA e a falta de regulamentação das big techs.

Mesquita também destacou que as tarifas americanas podem resultar em choque de oferta e impacto inflacionário nos EUA, limitando cortes de juros. O Fed mantém a taxa entre 4,25% e 4,5% , mas há previsão de cortes em reunião de setembro.

No Brasil, o Itaú projeta um crescimento do PIB de 2,2% em 2025 e 1,5% em 2026. O IPCA deve ultrapassar a meta do BC em 2025, fechando a 5,1%, e convergir para 4,4% em 2026.

As previsões apontam uma queda nas expectativas de inflação, indicando que a atual política monetária do BC deve prosseguir.

Recentemente, analistas projetaram o IPCA em 4,86% para 2025 e 4,33% para 2026, sendo a meta do BC de 3% com variação de até 1,5 ponto percentual.

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