Tarifaço de Trump contra o Brics pode acabar fortalecendo união do bloco, dizem especialistas
A imposição de tarifas elevadas por Trump aos países do Brics pode fortalecer laços comerciais e unir os membros contra a dependência do dólar. Líderes como Lula e Modi buscam respostas conjuntas e estreitamento das relações com a China.
Brasil e Índia enfrentam tarifas de 50% dos EUA por compra de petróleo russo e questões políticas, aproximando os países do Brics.
Donald Trump impôs tarifas de importação elevadas como forma de pressão. O Brasil e a Índia são as principais vítimas, enquanto a China corre risco de tarifas de 145% e a África do Sul de 30%.
As tarifas criaram um incentivo comum para que os países do Brics reduzam a dependência dos EUA, segundo Ajay Srivastava, ex-servidor indiano. Os membros estão expandindo acordos comerciais em moedas nacionais.
Trump fez tentativas frustradas de contato com o premiê indiano Narendra Modi, que ignora suas chamadas. Além disso, a Casa Branca não está intimidando os membros do Brics, que agora se unificam contra as penalidades.
No próximo domingo, Modi irá à China para uma cúpula, sua primeira visita em sete anos, enfatizando o fortalecimento das relações entre os países do Brics.
A Índia busca melhoras nas relações comerciais com a China, essencial para o desenvolvimento de tecnologia, apesar de desconfianças persistentes.
O Brasil tenta ampliar o comércio com a China, seu maior parceiro, enquanto a África do Sul mantém seus compromissos com o grupo Brics, pressionando por reforma na governança global.
Com a recente expansão do Brics, o grupo enfrenta divergências internas, mas há sinais de aumento no comércio intra-Brics, que pode se tornar mais relevante.
Perspectivas futuras incluem idéias de uma moeda única do Brics, mas o dólar ainda permanecerá dominante, embora sistemas paralelos com moedas como yuan, rupia e rublos estejam sendo explorados.