Tarifaço de Trump: sem acordo com EUA, Brasil pode taxar filmes de Hollywood, alimentos e produtos de beleza; entenda
Brasil busca acordo com os EUA para evitar prejuízos em exportações enquanto avalia possíveis retaliações. Governo brasileiro se posiciona contra elevação unilateral de tarifas e considera ação na OMC como último recurso.
Brasil busca acordo com os EUA para evitar impactos negativos nas exportações, enquanto o governo analisa possíveis retaliações.
Uma alta de tarifas sobre produtos importados dos EUA está em consideração, incluindo:
- Taxação de dividendos de filmes de Hollywood;
- Quebra de patentes de medicamentos;
- Taxação de sementes e defensivos agrícolas.
As medidas de retaliação serão um último recurso, caso não haja acordo. Produtos como automóveis, fones de ouvido e alimentos poderão ser afetados por alíquotas maiores.
A importação de filmes americanos já é tributada, e o Brasil pode quebrar patentes em emergências de saúde pública. As quebras de direitos autorais também são possíveis sob uso justo.
O governo Lula avisou que pode acionar a OMC se as tarifas forem aumentadas sem um acordo justo. Espera-se que as novas tarifas de importação variem de 10% a 25%.
Entre produtos já afetados por tarifas estão aço, alumínio e automóveis. A implementação das taxas talvez seja horizontal, afetando todos os fornecedores.
Na busca por um acordo, uma solução proposta é a criação de cotas de importação, permitindo a entrada de itens sem sobretaxas. O governo brasileiro argumenta que sua economia é complementar à dos EUA, não apresentando ameaça.
A balança comercial favorece os EUA, com um saldo positivo de US$ 200 milhões para eles, e a maioria dos produtos brasileiros exportados para os EUA tem alíquota zero.