Tarifaço deve zerar exportação de máquinas do Brasil aos EUA em setembro, diz diretora da Abimaq
A diretora da Abimaq alerta para a possibilidade de queda das exportações brasileiras de máquinas aos EUA devido às novas tarifações, que podem impactar severamente o setor. Apesar de medidas do governo brasileiro para mitigar danos, a competitividade dos produtos nacionais permanece ameaçada.
Indústria brasileira de máquinas e equipamentos enfrenta desafios com tarifas dos EUA
A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) alerta que a sobretaxa de 40% imposta pelos Estados Unidos deve levar as exportações de máquinas para aquele mercado a quase zero a partir de setembro.
Segundo a diretora Cristina Zanella, a desvantagem competitiva é grande e, mesmo com possíveis melhorias, será difícil concorrer com fornecedores dos EUA, Canadá e México, que têm tarifa zero.
Os EUA representam 26% das exportações brasileiras de máquinas, totalizando cerca de US$ 300 milhões mensais.
A Abimaq apoia medidas do governo, como o Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários (Reintegra), que restitui parte dos tributos aos exportadores, mas ressalta que a proposta precisa ser mais abrangente.
Em julho, a receita líquida do setor foi de R$ 26,716 bilhões, um crescimento de 7,3% em relação ao ano anterior, embora a receita interna tenha caído 5,1% em comparação ao mês anterior.
A balança comercial do setor mostrou um déficit de US$ 1,636 bilhão em julho, com importações crescendo 11,3%. O total de funcionários do setor é de 424,903 mil, indicando um aumento de 9,1% em relação ao ano passado.
No segmento agrícola, a receita líquida atingiu R$ 6,624 bilhões, com crescimento em relação ao ano anterior, mas as exportações caíram 7,7%.