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Tarifaço e ruídos fiscais barram maior apreciação do real

Analistas alertam que incertezas externas e políticas podem frear a apreciação do real. O cenário cambial permanece volátil, com perspectivas de aumento da aversão ao risco.

Dólar à vista conta com queda de mais de 6% no primeiro trimestre de 2025, operando abaixo de R$ 5,70.

Grandes bancos não projetam taxa de câmbio acima de R$ 6,00, mas analistas ressaltam que a apreciação do real pode enfrentar desafios.

Componentes do cenário:

  • Aumento da incerteza externa devido à guerra comercial.
  • Ruídos políticos e fiscais no Brasil.
  • Dúvidas sobre o fluxo cambial, mesmo com a safra agrícola.

A queda do dólar foi impulsionada por uma postura menos agressiva de Donald Trump em tarifas comerciais.

O panorama de diversificação de carteiras por investidores está incerto. Se as tarifas não gerarem grandes impactos, moedas emergentes, incluindo o real, podem se valorizar.

O primeiro trimestre também evidenciou um desmonte de posições em dólar e quedas nas bolsas de Nova York. Os não residentes reduziram suas posições compradas em dólar em mais de US$ 30 bilhões.

Ainda assim, o fluxo total está negativo em mais de US$ 10 bilhões, com um cenário financeiro mais desfavorável.

Os analistas preveem uma recuperação do saldo comercial, mas permanecem céticos sobre o fluxo financeiro negativo e as implicações políticas e fiscais.

Crescem as preocupações sobre uma possível guinada populista do governo, o que pode impactar negativamente o real.

Expectativas apontam para o retorno do dólar a R$ 6,00 até o fim do ano, com a taxa Selic podendo subir para 15%.

Apesar das incertezas, o custo de carregar posições em dólar mantém cautela em apostas contra o real.

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