Tarifaço: governo responde aos EUA e diz que não adota práticas desleais no comércio bilateral
Brasil contesta investigação dos EUA e defende práticas comerciais no relatório enviado. O governo afirma não reconhecer a legitimidade de sanções fora da OMS e se prepara para audiências futuras.
Governo brasileiro enviou, nesta segunda-feira, um relatório aos Estados Unidos sobre práticas investigadas nas áreas financeira, comércio, digital, desmatamento, combate à corrupção e propriedade intelectual.
O documento é uma resposta às investigações de Washington e destaca que o Brasil não reconhece legitimidade nas ações fora da Organização Mundial do Comércio.
Contexto da investigação: Após anúncio de Donald Trump, em 9 de julho, sobre a tributação de 50% nos produtos brasileiros, os EUA iniciaram uma investigação baseada na Seção 301 da Lei de Comércio.
A investigação afeta até mesmo o sistema de pagamentos Pix, amplamente utilizado no Brasil. Interlocutores afirmam que não há intenção de alterar o sistema.
A expectativa é que, após o envio do relatório, Brasil e EUA discutam o tema em uma audiência pública no início de dezembro.
Se o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) concluir por práticas anticompetitivas, poderão ser adotadas medidas compensatórias, como barreiras adicionais a produtos brasileiros, processo que pode levar, no mínimo, um ano.