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Tarifas de Trump devem recair mais sobre consumidores, apontam estimativas

Tarifas de Trump visam incentivar a produção interna, mas podem sobrecarregar consumidores com custos elevados. Especialistas alertam que o plano pode contradizer seus objetivos de retorno das fábricas aos EUA.

Donald Trump, presidente dos EUA, impôs tarifas com o objetivo de forçar a produção a retornar ao país. Ele argumenta que as empresas que fabricarem localmente não pagarão tarifas.

Projeções do governo, no entanto, levantam dúvidas sobre a eficácia dessa estratégia. Peter Navarro, conselheiro de comércio, afirmou que as tarifas poderiam arrecadar cerca de US$ 6 trilhões na próxima década, para financiar cortes de impostos.

Especialistas destacam que essa arrecadação contraria o objetivo de incentivar a produção interna, uma vez que os americanos continuariam a consumir produtos importados.

Navarro alegou que o governo também reduziria custos para os cidadãos ao baixar os preços dos combustíveis. Ele reforçou: "Tarifas são cortes de impostos, são empregos, são segurança nacional."

Uma análise da Casa Branca considerou uma tarifa universal de 20% que poderia gerar US$ 6,5 trilhões. Trump deve anunciar tarifas globais esta semana.

Karoline Leavitt, porta-voz da Casa Branca, declarou que não haverá isenções nas tarifas. Em 2024, os EUA importaram US$ 4 trilhões, exigindo tarifas muito altas para substituir a receita tributária.

Cálculos sugerem que a receita das tarifas poderia atingir US$ 780 bilhões anuais com uma tarifa de 50%, mas diminuiria conforme os consumidores reduzissem compras de produtos importados.

O Yale Budget Lab estimou que as tarifas sobre automóveis poderiam arrecadar entre US$ 600 bilhões e US$ 650 bilhões entre 2026 e 2035, aumentando o preço médio dos veículos em 13,5%.

Trump, que prometeu reduzir a inflação durante o governo Biden, afirma que as tarifas levarão à estabilidade de preços e prosperidade novamente. "Confie em Trump", concluiu Navarro.

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