Tarifas de Trump: EUA vão cobrar taxa de 34% sobre a China
Trump lança pacote de tarifas de importação, com destaque para a China, e promete proteger a indústria americana. O governo brasileiro observa com preocupação os impactos potenciais na inflação e no emprego devido às novas medidas.
Trump anuncia pacote de tarifas de importação
O presidente Donald Trump revelou, nesta quarta-feira, 2, seu maior pacote de tarifas de importação, com impacto significativo no comércio global.
As tarifas serão recíprocas, afetando países que taxam produtos dos EUA, começando pela China, que enfrentará uma taxa de 34%.
O anúncio ocorreu no jardim da Casa Branca, onde Trump declarou o dia como o Dia da Libertação, afirmando que os EUA não mais dependerão de exportações estrangeiras.
As tarifas entram em vigor à meia-noite de quinta-feira, 3. Trump também reafirmou que tarifas de 25% sobre carros importados começarão na mesma data.
Impacto no Brasil
Os EUA são o segundo maior parceiro comercial do Brasil. Em 2024, o Brasil exportou US$ 40 bilhões em produtos, com 60% sendo itens manufaturados.
A ministra do Planejamento, Simone Tebet, expressou preocupação com a sobretaxação, que pode aumentar a inflação e o desemprego.
A CNI (Confederação Nacional da Indústria) defende parcerias com os EUA e planeja uma missão de empresários para o próximo mês, buscando soluções recíprocas.
Mudança histórica
Este pacote representa o maior volume de tarifas em quase um século, revertendo uma política de livre comércio defendida pelos EUA desde os anos 1940.
Trump usa as tarifas para tentar atrair indústrias de volta e reverter o déficit federal de US$ 1,8 trilhão. Economistas alertam para o risco de aumento da inflação e recessão devido a essas medidas.