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Tarifas recíprocas de Trump entram em vigor nesta 4ª

Tarifas recíprocas visam pressionar parceiros comerciais considerados "injustos" por Trump. A nova política pode afetar diretamente o Brasil, que aguarda definições sobre sua inclusão na lista de países alvo.

A política comercial dos EUA sob Trump atinge seu auge nesta 4ª feira (2.abr.2025), com o início das tarifas recíprocas, chamado de "Liberation Day" pelo presidente.

As novas tarifas são mais uma adição às taxas impostas desde seu 2º mandato, iniciado em 20 de janeiro. Elas visam países que, segundo Trump, impõem barreiras “injustas”. Detalhes sobre os países afetados serão anunciados às 17h (horário de Brasília).

A Casa Branca teria uma lista de países alvo, os “Dirty 15”, que inclui China, México, Canadá, Taiwan e a UE (União Europeia).

Especialistas avaliam que os critérios de seleção são, em parte, políticos. O vice-presidente do Cebri, José Alfredo Graça Lima, menciona que, embora o Brasil tenha superávit no comércio com os EUA, sua posição nas tarifas ainda é incerta.

Trump já citou o etanol brasileiro como um exemplo de cobrança tarifária “desproporcional”, com uma tarifação de 18% no Brasil em comparação aos 2,5% dos EUA. O superávit é um argumento do Brasil para a isenção.

A economista Cristina Helena de Mello sugere que, se os produtos brasileiros deixarem de ser exportados, isso pode beneficiar o mercado interno, como o etanol, que poderia se tornar mais barato e ajudar a reduzir a inflação.

Se as tarifas forem impostas, Mello e Lima recomendam negociação ao invés de retaliação. O presidente Lula já se comprometeu a considerar sobretaxas contra os produtos dos EUA, se não houver solução na OMC.

Na 3ª feira (1º.abr), foi aprovado um projeto no Senado para permitir que o Brasil adote reciprocidade tarifária devido ao aumento das tarifas dos EUA.

As tarifas de Trump contra México, Canadá e China, que movimentaram US$ 2,18 trilhões em 2024, visam fortalecer sua base eleitoral e proteger a indústria americana, mas podem resultar em preços mais altos para consumidores.

Essa postura protecionista pode enfraquecer a posição dos EUA no comércio global, incentivando parcerias alternativas e reestruturações de comércio, com a China se posicionado como um parceiro mais estável.

Assim, a economia mundial pode, a médio e longo prazo, encontrar formas de compensar os impactos das medidas protecionistas.

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