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'Taxa das blusinhas americana': EUA suspendem isenção de impostos para pacotes de baixo valor

Nova taxa aplicada a pacotes comerciais visa aumentar a arrecadação e combater fraudes. A mudança afeta principalmente produtos importados da China e outras nações, alterando o cenário do comércio eletrônico nos EUA.

Trump amplia 'taxa das blusinhas' nos EUA, encarecendo produtos chineses.

A partir de sexta-feira (29), pacotes comerciais com valor de até US$ 800 enviados aos EUA serão taxados. Antes, eram isentos de impostos.

A nova regra aplica-se a produtos de todos os países e se destina a remessas fora da rede postal internacional.

A antiga regra "minimis" permitia a entrada de mercadorias de baixo valor sem tarifas. Agora, todos os pacotes deverão pagar impostos e taxas correspondentes.

A medida, similar à "taxa das blusinhas" do Brasil em 2023, visa:

  • Ampliar a arrecadação e equilibrar a concorrência entre varejistas nacionais e plataformas de e-commerce.
  • Combater o tráfico de drogas, como o fentanil, via pequenas remessas.
  • Evitar fraudes e contrabando.
  • Corrigir desequilíbrios comerciais, especialmente com China, México e Canadá.

O governo americano implementará um período de transição de seis meses, permitindo uma taxa fixa de US$ 80 a US$ 200 por pacote, dependendo do país de origem.

Após esse período, a tributação seguirá modelo proporcional.

Entre 2015 e 2024, pacotes de baixo valor recebidos pelos EUA aumentaram de 134 milhões para 1,36 bilhão por ano. Atualmente, a alfândega americana processa mais de 4 milhões desses pacotes diariamente.

Empresas como Shein e Temu se beneficiaram da isenção; no entanto, desde maio, a cobrança de impostos fez o volume de remessas aéreas da China cair 10,7%.

Em julho, o senador Jim Banks apoiou o fim da isenção, ressaltando que a China inundou o mercado americano com importações baratas e isentas de tarifas.

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