'Taxa das blusinhas' de Trump entra em vigor nesta sexta nos EUA; veja o que muda
Nova regra aumenta custos de importação para americanos e pode impactar o comércio eletrônico. Medida busca aumentar a fiscalização e reduzir o déficit comercial, mas gera preocupações sobre atrasos e mudanças nas devoluções.
Compras no exterior mais caras para americanos
A partir de 29 de setembro, uma nova ordem executiva do presidente Donald Trump extingue a regra de "de minimis" para importações nos EUA.
A medida cancela a isenção de tarifas e impostos para pacotes de até US$ 800, afetando principalmente o comércio eletrônico, onde empresas como Shein e Temu se destacam.
Atualmente, a Agência de Alfândega e Proteção de Fronteiras processa cerca de 4 milhões de pacotes "de minimis" por dia, um salto de 140 milhões em 2014 para 1,36 bilhão em 2024.
Exceções: cartas e presentes de até US$ 100 não serão impactados. Pacotes acima desse valor seguirão as tarifas normais.
Debate sobre a medida: Defensores ressaltam a redução de preços para consumidores, enquanto críticos apontam riscos à segurança e concorrência desleal.
“Importações de baixo valor passavam com pouca fiscalização”, afirma Courtney Griffin, da Consumer Federation of America.
Efeitos no comércio global: Transportadoras da Europa e Ásia estão suspendendo envios para os EUA para se adaptar às novas regras, com os Correios da Suíça, Japão e Índia já restringindo remessas.
A União Europeia ainda mantém uma regra similar, mas analisa mudanças após um aumento significativo de pacotes recebidos.
Para os americanos, o fim do "de minimis" pode resultar em aumento nos custos, atrasos na entrega e ajustes nas políticas de devolução.
Trump justifica a decisão como uma maneira de reduzir o déficit comercial e aumentar a inspeção de produtos ilegais, afirmando: “É um grande esquema contra nosso país e contra pequenos negócios. Nós acabamos com isso.”