‘Taxa das blusinhas’ se espalha na América Latina para conter avanço de Temu à Shein
Governos latino-americanos agem para proteger as indústrias locais, impondo tarifas sobre produtos chineses baratos. A crescente popularidade do comércio eletrônico chinês gera tensões entre consumidores e varejistas da região.
A avalanche de produtos chineses baratos está inundando a América Latina, atraindo consumidores e sobrecarregando varejistas locais e agências alfandegárias.
Para proteger o comércio local, governos de países como México e Chile começaram a taxar importações de baixo custo. As empresas chinesas de comércio eletrônico, como Temu, Shein e AliExpress, estão ganhando destaque, com a Temu registrando um aumento de 143% no número de usuários ativos na região.
Os EUA e a UE também estão taxando encomendas importadas, refletindo uma tendência global de resistência ao comércio chinês. No entanto, países latino-americanos, que dependem de commodities, têm menos opções para agir contra os interesses chineses.
No México, a taxa de importação para pequenas encomendas aumentou de 19% para 33,5%. O Brasil impôs uma alíquota de 60% sobre compras de até US$ 50, gerando críticas. O Chile aplicará 19% de imposto sobre valor agregado em importações abaixo de US$ 41 a partir de outubro.
Empresas locais enfrentam desafios, como o Mercado Livre, que também está sob fiscalização. A popularidade do comércio eletrônico chinês se deve aos preços baixos, criando tensão entre consumidores e empresas locais.
Além disso, a logística dificultando a fiscalização e o controle de encomendas se tornou um problema, com serviços alfandegários sobrecarregados e ineficientes.
A Temu está adotando fornecedores locais, enquanto críticos do comércio eletrônico questionam a viabilidade dos preços baixos. A situação continua a evoluir, com um cenário de concorrência desleal para as empresas regionais.