Taxa de desemprego fica em 6,8% no trimestre encerrado em fevereiro. O que isso significa?
Taxa de desocupação no Brasil aumenta para 6,8%, refletindo desafios no mercado de trabalho. A pressão inflacionária decorrente da força do emprego preocupa o Banco Central e pode levar a novas altas na taxa Selic.
Taxa de desocupação no Brasil chegou a 6,8% no trimestre encerrado em fevereiro, segundo a Pnad Contínua do IBGE, com um aumento de 0,7 ponto percentual em relação ao trimestre anterior (6,1%).
O resultado está alinhado com as estimativas de 25 analistas, que variaram entre 6,6% e 7%.
Apesar do desemprego mais baixo ser positivo, preocupa o Banco Central devido à possível pressão inflacionária. Isso pode levar a juros mais altos, dificultando empréstimos e financiamentos.
O Banco Central já voltou a aumentar a Selic, e novos ajustes estão previstos, dependendo do comportamento da inflação.
Dados do trimestre:
- População desocupada: 7,5 milhões (cresceu 10,4%; +701 mil pessoas)
- População ocupada: 102,7 milhões (caiu 1,2%; -1,2 milhão de pessoas)
- Nível de ocupação: 58% (caiu 0,8 ponto percentual no trimestre)
- Taxa de subutilização: 15,7% (cresceu 0,4 ponto percentual)
- Trabalhadores subutilizados: 18,3 milhões (cresceu 2,8%; +491 mil pessoas)
- População fora da força de trabalho: 66,9 milhões (cresceu 1,4%; +902 mil pessoas)
- População desalentada: 3,2 milhões (cresceu 6,9%; +208 mil pessoas)
Setores de trabalho:
- Setor privado: 53,1 milhões (caiu 0,8% no trimestre; cresceu 3,5% no ano)
- Setor público: 12,4 milhões (caiu 3,9% no trimestre; cresceu 2,8% no ano)
- Conta própria: 25,9 milhões (estável no trimestre; cresceu 1,7% no ano)
- Trabalhadores domésticos: 5,7 milhões (caiu 5,0% no trimestre; 3,7% no ano)
A taxa de informalidade foi de 38,1% (39,1 milhões de trabalhadores informais).
O rendimento real habitual alcançou R$ 3.378, com alta de 1,3% no trimestre e 3,6% no ano, atingindo recorde histórico. A massa de rendimento foi de R$ 342,0 bilhões, nova marca recorde, com crescimento de 6,2% no ano.