Taxas de juros longas têm altas leves com investidores à espera de tarifas dos EUA
Investidores adotam cautela com alta das taxas de DIs antes da divulgação de tarifas de importação dos EUA. Expectativa sobre mudanças nas tarifas influencia os mercados, refletindo em leves ganhos nas taxas futuras brasileiras.
Taxas dos DIs fecham com leves ganhos na quarta-feira, enquanto investidores aguardam novas tarifas de importação dos EUA.
O dólar manteve-se em leve alta ante o real, e no fim da tarde, a taxa do DI para janeiro de 2026 estava em 15,005%, acima de 14,987% da sessão anterior. A taxa para janeiro de 2027 subiu para 14,845%.
Entre os contratos mais longos, a taxa para janeiro de 2031 estava em 14,77% e para janeiro de 2033 em 14,79%.
A expectativa sobre o anúncio das tarifas, marcado para às 17h, influenciou os mercados globalmente, com Treasuries dos EUA subindo entre 3 e 5 pontos-base.
João Ferreira, sócio da One Investimentos, comentou: “A abertura está ocorrendo na curva inteira...”. O DI para janeiro de 2027 atingiu 14,93%, maior alta registrada.
O dia também teve falas de autoridades econômicas. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, destacou a necessidade de reformas para melhorar a transmissão da política monetária.
A ministra do Planejamento, Simone Tebet, afirmou que o governo está calmo em relação às tarifas dos EUA, confiando na diplomacia para lidar com a situação.
O mercado de opções do Copom indica 67% de chance de alta de 50 pontos-base da Selic em maio. Às 16h46, o rendimento do Treasury de dez anos subia 4 pontos-base, a 4,199%.