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Taxas dos DIs caem puxadas por Treasuries antes de tarifas dos EUA

Taxas dos DIs caem acompanhando recuo de Treasuries e dólar, enquanto expectativas sobre tarifas dos EUA e postura do Banco Central norteiam o mercado. O Ibovespa avança em um ambiente de otimismo para ativos brasileiros, apesar de temores de recessão nos EUA.

Taxas dos DIs fecham a terça-feira em baixa, seguindo o recuo dos rendimentos dos Treasuries no exterior. Expectativa aumenta para o anúncio de novas tarifas de importação dos EUA, previsto para quarta-feira.

A queda das taxas corrige-se com a desvalorização do dólar, abaixo dos R$5,70, e o avanço do Ibovespa. A taxa do DI para janeiro de 2026 fechou em 14,985%, comparada ao 15,021%% da sessão anterior. Para janeiro de 2027, a taxa foi de 14,855% para 14,935%.

Entre os contratos longos, os dados são: janeiro de 2031 ficou em 14,74% e janeiro de 2033 em 14,75%. Os resultados refletem o forte recuo dos yields dos Treasuries, onde investidores buscam segurança antes do "Liberation Day".

Preocupações sobre uma possível recessão nos EUA aumentaram, com dados ruins do PMI de manufatura caindo para 49,0 e a queda nas vagas de emprego em 194.000, totalizando 7,568 milhões.

O economista-chefe do Banco Master, Paulo Gala, alerta sobre o efeito contracionista. No Brasil, a baixa das taxas demanda a percepção de um Banco Central com discurso mais brando. Apesar de prever aumento na Selic, a abordagem é vista como flexível.

A taxa do DI para janeiro de 2033 atingiu a mínima de 14,73% às 16h08. Na B3, o mercado de opções sobre o Copom indicava 64,50%% de chance de alta de 50 pontos-base na Selic em maio.

Às 16h36, o rendimento do Treasury de dez anos era de 4,165%, em queda de 8 pontos-base.

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