TCE avaliará se Tarcísio cometeu desvio ao usar avião para ir a ato de Bolsonaro
TCE-SP investiga uso de avião da Polícia Militar por Tarcísio de Freitas em ato político. Governador não tinha compromissos oficiais no dia da viagem ao Rio de Janeiro.
Tribunal de Contas de São Paulo (TCE-SP) avalia se o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) cometeu irregularidade ao usar uma aeronave da Polícia Militar para viajar ao Rio de Janeiro em 16 de março.
A viagem foi para participar de ato convocado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), sem compromissos oficiais agendados.
O governo de São Paulo não se manifestou até a publicação da notícia, mas geralmente justifica que os deslocamentos são realizados para a segurança do governador.
A avaliação do TCE-SP foi solicitada após uma representação da deputada estadual Mônica Seixas (PSOL), que pediu uma tomada de contas para ressarcimento de eventuais danos aos cofres públicos.
A deputada argumenta que houve desvio de finalidade no uso do avião, que deveria ser institucional e foi usado para fins políticos.
Antonio Roque Citadini, presidente do TCE-SP, destacou que algumas questões fogem da alçada do tribunal, como improbidade administrativa, e que medidas pertinentes serão comunicadas após o parecer jurídico.
No evento em Copacabana, Tarcísio foi um dos únicos governadores a discursar, defendendo a anistia para condenados do 8 de Janeiro.
“Estamos aqui para lutar pela anistia daqueles inocentes que receberam penas desarrazoadas”, afirmou o governador. “Quero ver quem vai ter coragem de se opor ao projeto da anistia”.