HOME FEEDBACK

Tebet defende orçamento responsável e critica peso das emendas parlamentares

Ministra reforça a manutenção de programas sociais e critica emendas parlamentares excessivas. Tebet aponta a necessidade de crescimento econômico e redução da inflação como desafios prioritários para o governo.

Ministra Simone Tebet reafirma compromisso do governo com programas sociais essenciais, como o Bolsa Família, garantindo que não faltarão recursos. O programa Pé-de-Meia, de apoio a estudantes, será incluído no orçamento em duas etapas, conforme determinação do TCU.

Tebet abordou possíveis vetos ao Orçamento da União de R$ 5,8 trilhões, assegurando que não haverá cortes significativos que prejudiquem políticas essenciais. “Acho que não teremos nenhum problema em relação a grandes vetos,” afirmou.

A ministra expressou preocupação com o atual modelo de emendas parlamentares, que pode comprometer a execução de políticas públicas. As emendas devem ultrapassar R$ 50 bilhões em 2025, e Tebet enfatizou a necessidade de limites para evitar desorganização no orçamento. “As emendas são um instrumento democrático, mas precisam ter um limite,” declarou.

Tebet defendeu a importância de dobrar o PIB per capita até 2050, ressaltando a necessidade de maior inserção de mulheres no mercado de trabalho. Para isso, é ideal que 60% delas estejam empregadas. A ministra também criticou as dificuldades para reduzir gastos tributários, destacando a responsabilidade compartilhada entre Executivo e Legislativo.

No que diz respeito à política monetária, Tebet destacou que os juros reais no Brasil são altos e que a incerteza internacional, como a eleição de Trump, pode afetar a economia e o comércio. Ela acredita que a taxa de juros pode começar a cair gradualmente em 2025 e enfatizou a urgência em reduzir a inflação, apontando para a necessidade de alvos ambiciosos.

A ministra sugeriu que estados considerem suspender o ICMS sobre a cesta básica para aliviar custos de alimentos. Por fim, destacou o papel do agronegócio como motor do crescimento, prevendo que este ano, apesar das projeções, superará as expectativas de crescimento econômico, sustentado pela forte safra.

Leia mais em exame