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Tema cripto ‘mais importante do mercado’, emissão de stablecoin própria está no radar do Itaú

Instituições financeiras, como o Itaú, estão se preparando para emitir suas próprias stablecoins, dependendo da regulamentação do Banco Central. Com a crescente demanda por criptomoedas lastreadas a moedas fiduciárias, o cenário em torno das stablecoins se torna cada vez mais relevante no Brasil.

A emissão de stablecoins, criptomoedas lastreadas a moedas fiduciárias, é o foco atual do mercado financeiro, segundo Guto Antunes, chefe do Itaú Digital Assets. Durante apresentação a jornalistas, ele destacou que a regulamentação do Banco Central será crucial para a emissão de criptomoedas lastreadas a dólar ou real.

As stablecoins têm cerca de US$ 240 bilhões em capitalização de mercado, com US$ 220 bilhões em dólar. A Tether (USDT) domina este mercado com US$ 144 bilhões e o volume diário transacionado ultrapassa US$ 40 bilhões.

No Brasil, mais de 80% do volume financeiro mensal é transacionado em criptos de dólar. O Banco Central está elaborando um arcabouço regulatório específico para stablecoins, abrindo consulta pública para contribuições.

Antunes considera a iniciativa do BC positiva e aguarda definições para a emissão de uma stablecoin própria, que dependerá da demanda dos clientes. Ele também observa que a situação nos EUA, onde Donald Trump não permitirá a emissão de dólar digital, poderá incentivar a criação de criptos de dólar privadas.

O projeto Drex, do real digital, deverá fornecer a infraestrutura necessária para que instituições financeiras brasileiras lancem suas stablecoins. Antunes ressalta que essas criptos facilitam transações financeiras e podem ter outros usos, como depósitos remunerados.

No Brasil, várias stablecoins privadas já estão disponíveis. O BTG Pactual lançou sua cripto de dólar, o BTG DOL, enquanto a Transfero oferece a BRZ. A BBRL, do Braza Bank, é voltada para clientes institucionais em transações internacionais.

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