Tensão pré-tarifa: entenda por que nova taxação de importados por Trump derruba ações nos EUA
Incertezas sobre tarifas recíprocas de Trump afetaram os mercados globalmente, com o S&P 500 registrando seu pior trimestre desde 2022. O governo brasileiro busca evitar novas tarifas enquanto negociações com os EUA continuam.
Expectativa sobre tarifas recíprocas abala mercados
A expectativa com o anúncio das tarifas recíprocas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impactou os mercados de ações.
O índice S&P 500 fechou em alta de 0,6%, após uma queda de 1,7%, mas registrou o pior trimestre desde 2022, com recuo de 4,6%. O Índice Global MSCI teve valorização de quase 5%, a maior diferença trimestral desde 2009.
O Ibovespa encerrou o primeiro trimestre com alta de 8,29%, mas caiu 1,25% ontem, aos 130.260 pontos. No Japão, o Nikkei caiu 4,05%, e as Bolsas europeias também recuaram.
Trump anunciará amanhã as tarifas recíprocas, sem exceções para nenhum país, com o objetivo de taxar importações. A falta de clareza sobre as alíquotas gera volatilidade nos mercados, especialmente para o Brasil, onde as tarifas de importação são debatidas.
Os EUA relataram que o Brasil impõe tarifas médias de 11,2% sobre importações, enquanto o governo brasileiro afirma que é de 9%. O FMI expressou preocupação com a incerteza das tarifas, que pode prejudicar o crescimento econômico global.
Montadoras, como Ford e GM, estão fazendo lobby na Casa Branca por isenções em peças de automóveis importadas antes da aplicação de tarifas.