Terceiro mandato de Trump: qual estratégia por trás das insinuações inconstitucionais do presidente?
Trump flerta com a ideia de um terceiro mandato e menciona possíveis "métodos" para contornar a 22.ª Emenda. No entanto, os republicanos desconsideram suas sugestões como brincadeira e reafirmam que o foco deve ser no atual mandato.
Donald Trump não pode concorrer a um terceiro mandato na presidência dos Estados Unidos sem mudanças na Constituição, mas não hesita em flertar com a ideia.
No domingo, Trump afirmou à NBC News que não está “brincando” sobre a possibilidade e que haveria “métodos” para contornar a 22ª Emenda, que limita mandatos.
Embora não tenha especificado os métodos, suas declarações parecem desviar a atenção de outras controvérsias, como mensagens vazadas sobre operações militares. Segundo o advogado Derek Muller, essas reflexões revelam o desejo de Trump de não ser visto como um pato-manco.
No início do ano, o deputado Andy Ogles propôs uma emenda à Constituição para reverter o limite de mandatos, mas líderes republicanos como John Thune e Steve Scalise descartaram a ideia, sugerindo que Trump estava apenas se divertindo.
A secretária de imprensa Karoline Leavitt disse que o presidente não está pensando ativamente sobre um terceiro mandato e que ele está focado em seu trabalho.
O estrategista republicano Dave Carney sugeriu que a estratégia de Trump causa desconforto entre adversários e mantém a expectativa de que ele permanecerá por mais tempo.
Trump se sente fortalecido, desafiando juízes e mantendo controle sobre a agenda republicana. No entanto, democratas como Ro Khanna expressam preocupação com a possibilidade de uma crise constitucional.
Atualmente, Trump reafirma seu foco no segundo mandato, mas ainda responde a perguntas sobre uma possível candidatura futura, como a que discutiu com um repórter da Fox News.