Tesla deve mostrar queda de vendas com concorrência mais acirrada e reação a Musk
Investidores temem queda nas vendas da Tesla no primeiro trimestre devido a pressões políticas e crescente concorrência. A reação negativa do público a Elon Musk e o envelhecimento da linha de produtos complicam ainda mais a situação da montadora.
Investidores da Tesla (TSLA) enfrentam expectativa de queda nas vendas no primeiro trimestre, devido à reação negativa do público ao CEO Elon Musk e à crescente concorrência. As vendas e produção devem ser divulgadas na quarta-feira (2).
As ações da Tesla caíram mais de 7% nesta segunda-feira e acumulam uma baixa de 35% em 2024. Musk prometeu crescimento após queda nas vendas anuais no ano anterior.
A empresa enfrenta forte concorrência, especialmente na China e Europa, e protestos contra Musk devido a cortes de gastos nos EUA, afetando uma base de compradores amplamente liberal. Kartas estão sendo trocadas em níveis recordes.
Wall Street estima 373 mil veículos vendidos entre janeiro e março, refletindo uma queda de 3,6% em relação ao ano anterior. No entanto, algumas projeções podem ser otimistas.
Analistas do Deutsche Bank preveem vendas entre 340 mil e 350 mil Teslas. Dados recentes mostram quedas acentuadas nas vendas nos EUA, Europa e China. O lançamento do Model Y atualizado pode estar afetando a demanda, assim como a expectativa por um modelo mais econômico ainda sem detalhes divulgados.
A picape Cybertruck, lançada no final de 2023, teve uma demanda baixa, com preocupações sobre qualidade levando a um recall. A Tesla vem oferecendo incentivos, mas esses parecem ter pouco impacto na Europa.
Críticas ao apoio de Musk a políticas de direita de Trump geraram protestos, e casos de vandalismo contra concessionárias aumentaram. Rivais na China, como a BYD, intensificaram a competição.