Tesla tem queda em vendas no 1º tri com reação a Musk e demanda fraca
Queda nas vendas da Tesla é impulsionada por descontentamento com Elon Musk e concorrência crescente. Montadora enfrenta desafios em mercados chave enquanto investidores buscam sinais de recuperação.
Vendas da Tesla caíram 13% no primeiro trimestre, o pior desempenho em quase três anos, devido à adesão de Elon Musk a políticas de extrema direita e à busca de consumidores por modelos mais novos de outros fabricantes.
A montadora registrou vendas de 336.681 veículos de janeiro a março, abaixo da expectativa de 372.410 unidades, e inferior às 386.810 entregas do ano passado.
As vendas na Europa e na China caíram, mesmo com aumento na adesão a veículos elétricos, e carros da Tesla foram alvo de vandalismo. O analista Dan Ives descreveu os números como um “desastre”.
Musk havia previsto crescimento de 20% a 30% nas vendas em 2025, mas sua ligação com o então presidente dos EUA, Donald Trump, gerou descontentamento entre consumidores.
Protestos em lojas da Tesla aumentaram e há indícios de que proprietários estão negociando seus veículos. Investidores aguardam para ver se novos modelos e incentivos podem melhorar a fraca demanda diante da concorrência, especialmente da BYD e de marcas europeias.
A BYD pode superar a Tesla como a maior vendedora global de veículos elétricos, com participação de mercado de 15,7% contra 15,3% da Tesla, segundo a Counterpoint Research.
As vendas nos principais mercados europeus caíram em março, pela terceira vez consecutiva na França e Suécia. A Tesla lançou um Model Y renovado na China em fevereiro e na Europa e EUA em março.
Embora a montadora tenha planos de lançar um modelo mais barato em 2023, detalhes ainda não foram divulgados. A demanda pela picape Cybertruck foi limitada, e a Tesla já fez recall quase total do modelo devido a problemas de qualidade.
Musk alertou que as novas tarifas de 25% sobre veículos importados podem ter implicações significativas, e a Tesla se preparou para possíveis tarifas retaliatórias.