HOME FEEDBACK

The Economist: Por que a Louis Vuitton está tendo dificuldades enquanto a Hermès continua crescendo

Os consumidores de luxo enfrentam uma queda nas vendas e um aumento nos preços, refletindo um mercado em transformação. As marcas buscam se reinventar para reconquistar o apelo entre os clientes, tanto os ricos quanto os da classe média.

Cai o consumo de artigos de luxo para 2024. Espera-se um declínio de 2% nas vendas, segundo a consultoria Bain. Vendas da LVMH e da Kering, proprietária da Gucci, desaceleraram. A Versace enfrenta dificuldades, vendendo 40% de seus produtos com desconto.

Após um crescimento significativo nas duas últimas décadas, onde o setor de luxo atingiu US$ 400 bilhões em vendas em 2023, o panorama mudou. A capitalização de mercado das dez maiores empresas de luxo caiu mais de 10%, com o crescimento revertido.

Duas tendências foram fundamentais para o crescimento:

  • Globalização: O crescimento rápido de milionários na China promoveu um aumento nas vendas para novos consumidores.
  • Democratização: Marcas como Gucci introduziram itens a preços mais acessíveis para captar um público mais amplo.

Atualmente, o consumo enfrenta dificuldades devido a fatores como altas taxas de juros e crises imobiliárias, afetando o gasto em luxo na China. Adicionalmente, produtos de luxo se tornaram 54% mais caros desde 2019, desestimulando alguns consumidores.

Embora muitos analistas sejam pessimistas, o crescimento do número de milionários e os gastos dos mais ricos ainda são uma luz no fim do túnel. Marcas como Brunello Cucinelli e Hermès experimentaram crescimento de 12% e 14%, respectivamente, em 2024.

Marcas focadas no público mais amplo estão buscado inovação. Um exemplo é a Miu Miu, cujas vendas dobraram devido a novas estratégias de marketing e produtos. Entretanto, a reconstrução da exclusividade percebida continua sendo um desafio para essas marcas.

Leia mais em estadao