TikTok tenta encontrar dono não chinês até sábado para evitar proibição nos EUA; entenda
Prazo final se aproxima para o TikTok encontrar comprador nos EUA ou sofrer proibição. O presidente Trump afirma estar confiante em um acordo, mas incertezas sobre o algoritmo persistem.
Prazo final para o TikTok: o aplicativo enfrenta uma proibição nos EUA se não encontrar um proprietário não chinês até a meia-noite (04h00 GMT) de 5 de abril.
Com mais de 170 milhões de usuários americanos, o TikTok deve se separar da ByteDance, sua proprietária chinesa, devido a preocupações de segurança nacional.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que seu governo está "muito perto" de um acordo com "múltiplos" investidores, mas sem detalhes específicos.
A lei que determina a separação entrou em vigor em 19 de janeiro, mas o TikTok recebeu um atraso de 75 dias, permitindo que o serviço retornasse às lojas de aplicativos.
Trump expressou confiança em encontrar um comprador e mencionou que o TikTok poderia ser parte de um acordo mais amplo com a China sobre tarifas. "As tarifas nos dão grande poder para negociar", disse.
A solução mais provável envolve a transferência das participações dos investidores americanos na ByteDance para uma nova empresa global independente do TikTok, com o apoio de Oracle e Blackstone.
No entanto, a incerteza persiste quanto ao algoritmo do TikTok, com sugestões de que a nova empresa poderia licenciá-lo da ByteDance, o que contradiria o espírito da lei.
Outras propostas de compra incluem ofertas da Amazon, da iniciativa "The People's Bid for TikTok" e do empresário Frank McCourt, e da startup de inteligência artificial Perplexity.
Trump, que inicialmente apoiou a proibição, agora é um defensor do TikTok, vinculando o aplicativo ao apoio de eleitores jovens.