Tirar dinheiro do Banco do Brasil? Como grupos de WhatsApp acreditaram em 'falência' devido a sanções dos EUA
Investigação da PF busca apurar campanhas alarmistas que visam desestabilizar a confiança no Banco do Brasil. Mensagens viralizadas nas redes sociais culminaram em um aumento significativo de saques e alertas a investidores.
A Advocacia-Geral da União (AGU) e a Polícia Federal (PF) investigam mensagens alarmistas sobre o Banco do Brasil, que se disseminaram nas redes sociais, com o intuito de "gerar caos no sistema financeiro".
As publicações, que começaram a circular em agosto, incluem chamadas para que os brasileiros retirem seu dinheiro do banco, considerando a instabilidade política e econômica do país.
A Palver, empresa de análise de tendências sociais, identificou um aumento significativo de mensagens alarmistas, especialmente após a Lei Magnitsky impactar o ministro Alexandre de Moraes.
Entre os motivos do pânico, destacam-se:
- O lucro do Banco do Brasil, que caiu 60% em relação ao ano passado.
- Aumento da inadimplência, especialmente no agronegócio.
- A suspensão do pagamento antecipado de dividendos.
A situação foi exacerbada por declarações de influenciadores e parlamentares, que sugeriram a retirada de recursos do banco. A AGU apontou perfis que promoviam essa desinformação, como os de Jeffrey Chiquini e Eduardo Bolsonaro.
Em resposta, o Banco do Brasil lançou uma nota desmentindo as informações falsas e reafirmou seu compromisso com a legislação brasileira. Além disso, a mobilização sindical expressou apoio ao banco em protestos, defendendo a sua importância para a soberania nacional.
Desde o pico das menções ao banco em 21 de agosto, o volume de conteúdos alarmistas começou a diminuir, especialmente após as ações legais da AGU e a nota do Banco do Brasil.
O ministro Fernando Haddad também abordou o ataque, destacando a necessidade de proteger a instituição financeira contra desinformação e manipulações políticas.