Toffoli vota para manter Robinho preso
Ministro cita jurisprudência para justificar voto contra liberdade de Robinho. Julgamento sobre a continuidade da pena no Brasil avança com placar de 3 a 1.
Ministro Dias Toffoli, do STF, votou contra a liberdade de Robinho, ex-jogador condenado a 9 anos de prisão por estupro coletivo na Itália, em 27 de agosto de 2025.
O julgamento ocorre em plenário virtual, onde os ministros depositam seus votos sem discussão. Eles analisam se a pena imposta pela Justiça italiana deve ser cumprida no Brasil. A votação vai até 29 de agosto, às 23h59.
Toffoli seguiu o voto do relator, Luiz Fux. O placar atual é de 3 a 1 pela continuidade da pena. O único voto contra é de Gilmar Mendes.
Até 28 de agosto, às 5h45, os votos são:
- Luiz Fux - a favor
- Dias Toffoli - a favor
- Outro ministro - a favor
- Gilmar Mendes - contra
Faltam os votos de André Mendonça, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, Edson Fachin, Flávio Dino, Luís Roberto Barroso e Nunes Marques.
A defesa de Robinho contesta a decisão do STJ que autorizou a execução da sentença italiana no Brasil. O ex-jogador está preso desde março de 2024 na Penitenciária 2 de Tremembé (SP). Em novembro de 2024, o Supremo decidiu, por maioria, manter sua prisão.
Robinho foi condenado em 2017 pelo estupro coletivo de uma jovem albanesa de 23 anos em Milão, durante sua passagem pelo Milan. Ele e mais 5 amigos teriam embriagado a vítima e cometido o crime em grupo. Robinho nega, afirmando que a relação foi consensual.
O principal argumento da defesa é que a Lei de Migração de 2017, que permite o cumprimento de sentenças estrangeiras no Brasil, não deve ser aplicada retroativamente a crimes cometidos em 2013, alegando violação ao princípio da retroatividade de leis penais mais severas.