HOME FEEDBACK

Tolmasquim se compromete a deixar Petrobras caso entre em Eletrobras

Maurício Tolmasquim pode deixar a Petrobras para assumir cargo na Eletrobras. A mudança poderá gerar uma disputa política pela sua vaga na diretoria da petroleira, estratégica para as tecnologias de energia limpa.

Maurício Tolmasquim, indicado pelo governo Lula para o conselho de administração da Eletrobras, se comprometeu a deixar seu cargo como diretor de transição energética da Petrobras se sua nomeação for aprovada em assembleia no final de abril.

Tolmasquim é um dos maiores especialistas em energia do Brasil e é próximo ao presidente Lula. Ele lidera os projetos de energia limpa na Petrobras, que são de interesse estratégico para o governo.

O edital da assembleia destaca que Tolmasquim deve se descompatibilizar da posição atual, uma vez que a Petrobras é vista como concorrente da Eletrobras. Sua saída poderia criar uma disputa política pela vaga na diretoria da Petrobras, responsável por projetos de energia renovável e tecnologias limpas.

O governo Lula também defende que a Petrobras se torne impulsionadora do mercado de hidrogênio verde e biometano. Em janeiro, a empresa lançou uma chamada para aquisição de biometano a longo prazo e está desenvolvendo um hub de hidrogênio verde.

A indicação de Tolmasquim causou surpresa, uma vez que ele teria trabalhado contra a privatização da Eletrobras. Outros indicados pelo governo, como Silas Rondeau e Nelson Hubner, também precisam deixar seus cargos atuais.

Esses nomes foram propostos um dia após o acordo para aumentar a participação do governo no conselho da Eletrobras, agora com três assentos de um total de dez. A assembleia extraordinária para analisar essa questão será em 29 de abril.

A União questiona na Justiça a disparidade entre sua participação acionária e poder de voto, já que a limitação impede que acionistas votem com mais de 10% do capital.

Com o acordo, a Eletrobras também se isentou da obrigação de investir na construção da usina nuclear de Angra 3, mas mantém garantias de R$ 6,1 bilhões em financiamentos já concedidos ao projeto.

Leia mais em folha