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Trabalho presencial e falta de tempo impulsionam 'marmitas gourmet'

A popularização das marmitas gourmet reflete a adaptação das classes A e B ao retorno do trabalho presencial e à alta nos preços dos restaurantes. Com opções mais saudáveis e sofisticadas, esse novo hábito também se destaca pela busca por praticidade e economia.

'Marmitas gourmet' estão se popularizando com ingredientes caros e refeições mais refinadas. Isso é impulsionado pelo trabalho presencial nas empresas e pela alta dos preços da alimentação fora de casa.

Segundo a Kantar Consultoria, a redução do home office fez com que as classes A e B levassem comida de casa ao escritório. A parcela que faz isso aumentou de 36,5% para 41,5% entre o quarto trimestre de 2023 e 2024.

A quantidade de vezes que essas classes recorrem às marmitas mais que dobrou, passando de 46 milhões para 98,3 milhões.

De acordo com a plataforma Gupy, 88% das vagas publicadas entre julho de 2023 e junho de 2024 foram presenciais.

O influencer Luiz Felipe Alves, 31, viralizou ao mostrar o preparo de marmitas para seu marido, incluindo pratos como sanduíche de berinjela empanada e escondidinho de alcatra.

Luiz, que não se considera rico, soma mais de 400 mil seguidores no Instagram e 530 mil no TikTok.

Para Renan Cavallieri, da Kantar, pessoas das classes A e B buscam praticidade e rapidez, especialmente com a alta de preços das proteínas.

Victor Santos, CEO da Liv Up, afirma que o retorno aos escritórios e a inflação da alimentação fora de casa fortaleceram o setor de marmitas.

A médica Ana Paula Mondragon Landim, que optou por marmitas para cuidar da saúde, prioriza alimentos saudáveis e naturais.

A nutricionista Sabina Donadelli destaca que as marmitas permitem adaptar refeições às necessidades pessoais.

Economistas afirmam que preparar refeições em casa é mais barato, mas é importante avaliar o custo-benefício do tempo gasto.

Segundo a Kantar, comer fora ficou 23% mais caro em 2024 em comparação a 2023, com aumento de 30% para as classes D e E.

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