Transição energética é tema central nas eleições australianas
A transição energética é o tema central das discussões políticas pré-eleitorais na Austrália, com promessas de investimentos em energias renováveis e debates sobre a continuidade das fontes fósseis. Os cidadãos enfrentam o dilema entre um futuro sustentável e o imediatismo econômico representado pela coalizão Liberal-Nacional.
Próxima eleição geral na Austrália: marcada para 3 de maio de 2025, a discussão política gira em torno da transição energética e seus impactos na economia.
Na eleição de 2022, o debate entre o Partido Trabalhista e a coalizão Liberal-Nacional centrou-se na necessidade de energias renováveis.
Austrália é geograficamente isolada, dependendo majoritariamente de carvão e gás natural para sua energia. Esses combustíveis fósseis são criticados por suas emissões de gases.
O atual premiê, Anthony Albanese, eleito pelo Partido Trabalhista, promete mudar a matriz energética e investir em energia solar e eólica.
Por outro lado, a coalizão Liberal-Nacional defende a manutenção das fontes fósseis, principalmente em regiões como Queensland.
Principais temas em discussão:
- Viabilidade da transição energética;
- Aumento nos preços da energia, com a AEMC elevando tarifas em até 9%;
- Capacidade de integrar novas fontes renováveis;
A meta do Partido Trabalhista é alcançar 82% de energia renovável, enquanto a coalizão planeja construir 13 GW de energia nuclear até 2051.
No entanto, a Rystad Energy prevê que a meta de 82% é desafiadora, com estimativas realistas de aproximadamente 65% de renováveis.
O governo argumenta que a transição energética trará benefícios a longo prazo, enquanto a coalizão favorece um aumento na oferta de gás natural.
Pesquisas indicam um cenário apertado entre os partidos, com a opinião dos eleitores sobre o ritmo das mudanças energéticas podendo ser decisiva.
Em caso de vitória do Partido Trabalhista, a aposta em renováveis aumentará. Se a coalizão Liberal-Nacional vencer, a dependência do carvão poderá continuar.
Processo eleitoral: a cada 3 anos, os eleitores escolhem os deputados da Câmara dos Representantes e os senadores. 151 assentos da casa baixa e 76 da casa alta estão em disputa.
A eleição definirá o primeiro-ministro e a formação de uma coalizão para garantir a estabilidade política.
Produzido por Levi Matheus sob supervisão de Eric Napoli e Katarina Moraes.