Três administradoras de fundos e uma fintech são apontadas como fundamentais no esquema de lavagem de dinheiro
Operações da Polícia Federal visam desarticular redes de lavagem de dinheiro com movimentação ilícita superior a R$ 23 bilhões. Mandados de busca e apreensão são cumpridos em diversos estados e medidas de bloqueio de bens estão em andamento.
Operações Quasar e Tank: A Polícia Federal, com apoio da Receita Federal, deflagrou operações que visam desarticular grupos criminosos envolvidos em lavagem de dinheiro.
Investigações: Três administradoras de fundos e uma fintech foram identificadas como principais operadoras para movimentação e ocultação de bilhões de reais de origem duvidosa:
- Reag Trust DTVM (João Carlos Falbo Mansur)
- Altinvest Gestão (Artur Martins de Figueiredo)
- Trustee DTVM (Rogerio Garcia Peres)
- BK Instituição de Pagamentos (Danilo Augusto Tonin Elena e Marcelo Dias de Moraes)
As operadoras ajudaram na movimentação de mais de R$ 23 bilhões em todo o país.
Mandados Cumpridos: Na operação Quasar, foram pedidos 12 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Campinas e Ribeirão Preto. O sequestro de fundos ilícitos e bloqueio de bens totaliza cerca de R$ 1,2 bilhão.
A operação Tank desmantela uma das maiores redes de lavagem de dinheiro no Paraná, com suspeita de lavagem de pelo menos R$ 600 milhões desde 2019. O grupo operava através de centenas de empresas, incluindo postos de combustíveis, e estava envolvido em fraudes na comercialização de gasolina.
Estão sendo cumpridos 14 mandados de prisão e 42 de busca e apreensão em Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro. Bens de 41 pessoas e 255 empresas foram bloqueados, totalizando mais de R$ 1 bilhão em constrição patrimonial.
Próximos Passos: As investigações continuam para expandir a operação e responsabilizar os envolvidos. A PF reforça seu compromisso no combate à lavagem de dinheiro e a infiltração do crime organizado no mercado financeiro.