Três chaves para entender as manifestações na Turquia
Protestos na Turquia se intensificam após a prisão do prefeito de Istambul, Ekrem Imamoglu. O governo responde com repressão, limitando liberdades e acusando manifestantes de desordem pública.
Protestos na Turquia se intensificam após a prisão de Ekrem Imamoglu, prefeito de Istambul e principal rival político de Recep Tayyip Erdogan.
Imamoglu foi detido na última semana, acusado de corrupção e de liderar uma organização criminosa, mas ele alega que sua prisão é politicamente motivada.
Desde então, mais de 1.100 pessoas foram detidas em manifestações, algumas violentamente reprimidas pela polícia. O governo proíbe as manifestações em Istambul e limita o acesso a redes sociais.
Os protestos começaram na quarta-feira (19) após a detenção de Imamoglu e ocorreram em pelo menos 55 das 81 províncias da Turquia. A oposição acusa Erdogan de tentar um golpe de Estado.
Imamoglu, que é visto como uma ameaça à liderança de Erdogan, foi indicado como candidato presidencial de 2028, apesar de sua prisão.
A situação de Imamoglu se complica ainda mais, já que a Universidade de Istambul anulou seu diploma universitário, questionando sua elegibilidade para cargos públicos.
Erdogan, no poder há 22 anos, é acusado de tentar monopolizar o poder e silenciar a dissidência. A Comissão Europeia pediu à Turquia que defenda os valores democráticos.
Os protestos refletem um chamado por democracia e direitos de escolha por parte da população, especialmente entre os jovens, descontentes com o governo atual.