Trump abre investigação para aplicar tarifas a móveis nos EUA
Investigação sobre importações de móveis pode impactar o comércio internacional e a indústria brasileira. A medida é parte de uma estratégia mais ampla do governo Trump para proteger setores considerados cruciais para a segurança nacional.
Donald Trump, presidente dos EUA, anunciou em 22 de agosto de 2025 que o país está investigando as importações de móveis e aplicará tarifas ao setor.
A medida visa fortalecer a indústria moveleira nacional e o processo será concluído em até 50 dias, embora as alíquotas ainda não tenham sido definidas.
O Departamento de Comércio dos EUA conduz a investigação sob a Seção 232 da Lei de Expansão do Comércio, que permite tarifas sobre bens considerados críticos para a segurança nacional. A análise pode levar até 270 dias e começou em 10 de março, conforme a Bloomberg.
O anúncio gerou impacto nas ações: a Wayfair caiu 10%, a RH 9,9%, e a Williams-Sonoma 6,7%. Em contrapartida, empresas da América do Norte, como La-Z-Boy, subiram 3,7%.
As novas tarifas se juntam a outras já aplicadas por Trump em setores como aço, alumínio e automóveis.
A Casa Branca também iniciou uma análise sobre as importações de energia eólica, criticadas por Trump.
Embora o comunicado não cite países específicos, o Brasil é um dos exportadores para os EUA, enviando US$ 249,6 milhões em móveis em 2024. A região de São Bento do Sul, Campo Alegre e Rio Negrinho em Santa Catarina, responde por boa parte dessas exportações.
Somente em 2024, os três municípios embarcaram US$ 123,4 milhões em móveis, sendo US$ 77 milhões para os EUA. No 1º semestre de 2025, as vendas para os EUA totalizaram US$ 39,19 milhões.
O polo moveleiro da região emprega 7.000 trabalhadores em 398 indústrias, com 20 empresas exportadoras. Atualmente, 600 funcionários de 4 empresas estão em férias coletivas devido à incerteza do mercado externo.