Trump afasta funcionários de agência que assinaram carta em crítica o governo
Funcionários da FEMA enfrentam retaliação após denunciarem riscos nas reformas da agência. A iniciativa ocorre em meio a preocupações sobre a capacidade de resposta a desastres sob a administração Trump.
FEMA coloca funcionários em licença administrativa após carta ao Congresso
A Agência Federal de Gerenciamento de Emergências (FEMA) colocou vários funcionários em licença administrativa com efeito imediato.
A decisão ocorreu após a assinatura de uma carta aberta ao Congresso, alertando sobre os riscos de uma ampla revisão da agência promovida pelo governo Trump. Essa revisão poderia levar a falhas significativas na resposta a desastres.
A carta, chamada de "Declaração do Katrina", critica o presidente Donald Trump e a secretária de Segurança Interna Kristi Noem por minar as capacidades da FEMA e ignorar sua autoridade. Os signatários pedem proteção contra demissões politicamente motivadas.
Dos 180 funcionários que assinaram, a maioria foi anônima, enquanto apenas 36 assinaram publicamente. Dentre esses, Virginia Case, uma analista, recebeu notificação de licença na mesma noite da carta. Ela expressou decepção, mas se disse orgulhosa de ter feito sua parte.
A resposta da FEMA defendeu as mudanças e criticou os que se opõem à reforma. Um porta-voz afirmou que "a mudança sempre é difícil" e que os funcionários devem se lembrar de seu dever ao povo americano.
A carta também alerta sobre a possível reversão de reformas cruciais feitas após a resposta falha ao furacão Katrina.
Esta ação da FEMA reflete decisões semelhantes do governo Trump, que suspendeu cerca de 140 funcionários da Agência de Proteção Ambiental após uma carta pública sobre preocupações com a administração federal sobre clima e saúde pública.