Trump ameaça acelerar guerra comercial com tarifas recíprocas; entenda efeitos
A iminente implementação de tarifas "recíprocas" por Donald Trump promete intensificar tensões comerciais e agravar a crise nas bolsas internacionais. A medida, prevista para afetar vários países, gera incertezas sobre o impacto econômico e reações dos parceiros comerciais dos EUA.
Novas tarifas dos EUA geram apreensão no comércio global
A enxurrada de novas tarifas propostas pelos Estados Unidos afetou os mercados de ações e deixou os parceiros comerciais preocupados. O presidente Donald Trump anuncia na quarta-feira, 2 de abril, tarifas alfandegárias "recíprocas".
No "Dia da Libertação", Trump planeja barreiras de importação que dependerão das tarifas impostas por outros países. "Começaria com todos os países", afirmou o presidente.
Analistas preveem tarifas de 15% para países com desequilíbrios comerciais significativos, um grupo chamado de "os 15 sujos". Trump acredita que nações "se aproveitam" dos EUA e que será “gentil” em comparação.
Os mercados financeiros reagiram negativamente, com bolsas asiáticas e europeias em queda. China e Canadá já começaram a responder às tarifas e a União Europeia prometeu ações semelhantes.
Christine Lagarde, do Banco Central Europeu, descreveu a situação como um "momento existencial" para a Europa.
A partir de 3 de abril, os EUA aplicam tarifas de 25% para veículos e componentes importados, afetando especialmente Canadá e México, parceiros do T-MEC.
Trump considera que a disparidade nas importações e exportações demonstra que outros países não possuem a mesma abertura de mercado. Em relação a tarifas, ele enviou sinais de que poderiam ser "mais brandas".
Estimativas indicam que o aumento de preços pode levar a uma perda média de renda disponível de mais de US$ 2.700 para famílias americanas, subindo para mais de US$ 3.000 se os parceiros responderem.
Paul Krugman observou que Trump pode não se importar com os custos aumentados para empresas e consumidores.